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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Álbum de figurinhas (Genéricos)


 Um grande vilão que deixava muitas crianças esperançosas era os albuns de figurinhas genéricos. Normalmente distribuídos em bares, botecos e pequenos armazens.  Constituía de um álbum com imagens normalmente de desenhos, novelas, filmes ou seriados que eram moda na época, que tinham que ser montados comprando as figurinhas é claro, algo em torno de 0,15 a 0,30 centavos. E com a promessa de quem completasse o desenho, ganharia o premio que estava informado sobre o desenho. 
  Tinha de tudo, desde Canecas, Canetas, Dominó, até Mobiletes, Vídeo-Games, Motos, Carros e assim vai.. E assim ia você com aquela esperança de conseguir o melhor premio. gastava os troquinhos da mamãe, o lanchinho do colégio todo afoito para comprar mais e mais figurinhas, mais a maldita ultima figura sempre faltava, troca de figurinhas com os amiguinhos na rua e do colégio e sempre faltava a maldita figurinha.

No final das contas você acabava ganhando o premio mais chulé do álbum. Daria na mesma se você tivesse juntado todo o dinheiro gastado nas figurinhas e comprasse em alguma papelaria o que era oferecido no album.

Ainda hoje esse Golpe maldoso anda é feito em várias várias cidades e até estados do pais. Será que as crianças de hoje ainda cai nessa armadilha?

completando as figuras você ganhava esses fabulosos prémios


sábado, 28 de janeiro de 2012

Super Manual do escoteiro mirin


O Supermanual do Escoteiro-Mirim era um livro infantil publicado pela Editora Abril em 1980. Reúne a maior parte do conteúdo de três manuais Disney publicados anteriormente, Manual do Escoteiro-Mirim (1971), Magirama (Manual de Mágicas) (1975) e 2º Manual do Escoteiro-Mirim (1976).


A obra é apresentada numa edição de luxo, com sobrecapa plástica com cadeado (as últimas páginas, pautadas, eram destinadas ao "Diário Secreto"), e tinha como brinde uma bússola de pulso.

A depender da edição, cada volume era temático, e a depender do tema recebia o título de um personagem Disney. Por exemplo, o manual do Tio Patinhas tratava de dinheiro e finanças e todo tipo de curiosidade sobre a criação das moedas, o da Vovó Donalda trazia receitas e a história dos alimentos. Havia também a coleção completa em capa dura e vários volumes, A Biblioteca do Escoteiro Mirim, no qual a lombada de todos, quando unida, formava uma gravura com os personagens Disney.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Amar é...

No final da década de 70, início de 80, surge o famoso casal “Amar é…” logo tornou-se uma sensação para crianças, jovens e adultos. Com figuras e tirinhas bastante agradáveis, elas retratam tudo o que o amor significa para todas as idades, em todas as situações.


Os personágens principais são um casal de namorados normalmente aparecendo nus mas não representando nenhuma malicia, em situações cotidianas com uma frase amorosa normalmente abaixo ou acima. Os seus nomes foram ditos uma unica vez numa tirinha de 1974. "Kim" e "Roberto".


Inventado por Kim Grove Casali. A criação veio com bilhetinhos amorosos que enviava para seu futuro esposo Roberto Casali na década de 60. Mais só em 1970 eles foram publicados pela primeira vez. Em 1972 as tirinhas ganharam fama internacional em forma de cartões de lembranças. A partir daí, as figuras ganharam fama no jornal Los Angeles Time. 


Em 1975 o seu marido Robert Casali foi diagnosticado com cancer terminal e Kim parou de criar mais tirinhas para se dedidar mais ao marido. Passando o bastão ao cartunista Bill Asprey para assumir as charges que eram publicadas diariamente nos jornais. 


Até hoje, pode ser encontrado em bancas, editores e na internet. No Brasil ganhou força com o album de figurinhas Amar.. É. 


Lembro que não existia nenhuma meninas que não  trocavam figurinhas, colavam em cadernos, lancheiras, guarda-roupas entre outros. 
















Robert Casali


Kim Casali ao lado de seus filhos o mais novo concebido através de inseminação artificial antes de sua morte.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Revista Heroi

O que foi a revista Herói?

Para quem nunca ouviu falar da Herói, foi a revista mais popular de cultura pop publicada no Brasil na metade da década de 90. Ela foi criada em 1994 pela editora Conrad em parceria com a editora Sampa.

Por que ela foi criada?

Para os pouquíssimos que não sabem, existiu um anime que passou na Manchete chamado Cavaleiros do Zodíaco. Sim, aquela que tinha até música de abertura abrasileirada (“Pégasus, ajuda o seu cavaleiro. Gelo, Dragão e os Guerreiros. Cavaleiros do Zodíaco!!!”), além do fatídico rap do Zodíaco (“É o rap do Zodíaco. Vem comigo pra você aprender. É o rap do Zodíaco. Cada signo, um jeito de ser”). No Brasil, CDZ foi o início de uma nova e grande era dos Otakus, saindo pela grande Grand Line em busca do One P****….opa me empolguei. Bom, como os jovens fãs de CDZ estavam em polvorosa procura por informações sobre esse anime, surgiu a revista Herói.

Fases da Herói

Herói

O seu maior auge de popularidade foi com CDZ, de cada 4 capas, 3 eram de CDZ. Época em que tudo era novo, e não havia concorrente à altura, além da internet estar engatinhando no Brasil. Tudo que pudesse imaginar sobre CDZ foi publicado: Perfis de personagens, sagas, spoilers, além do trabalhos de dubladores brasileiros, entre os mais lembrados Hermes Baroli, Gilberto Baroli e Letícia Quinto. Vale lembrar, que o Brasil, estava já na época do Plano Real, com a paridade do dólar, depois do URV, época de estabilidade econômica e certo controle da inflação (nem quero lembrar da época do cruzeiro, cruzeiro real), por isso a Herói surgiu com um preço fixo que não passava de R$ 1,95.

Além disso, não só de CDZ a revista vivia. Ela postava outras matérias de outras séries e alguns animes e tokusatus que chegaram logo após CDZ. Power Rangers foi uma febre com a revista (coisas que eu nem quero me lembrar >.<). Fora todas as matérias sobre comics e desenhos americanos. (A época do Batman).

Herói Gold

Novo formato, mais dinâmico. Com um público já consolidado, a Herói entra em novo formato, dessa vez se chamando Herói Gold. Aumentou logicamente ainda mais a receita. Viveu com o auge de CDZ, chegando na conclusão da saga de Poseidon.

Herói (Novo Formato)

Em 1996, novo formato. Ainda mantendo o preço de R$ 1,95 revista observa uma grande invasão de animes, especialmente na Manchete e no SBT. Pegou o início de outras séries como Shurato, Samurai Warriors e Yu Yu Hakusho. A Herói testemunhou a Manchete sofrendo e morrendo.

Herói 2000

No início de 2000, a revista entrou novamente em mais um formato. Dessa vez ela tentava se adaptar à fase Dragon Ball Z. Além disso surgiu um dos últimos tokusatus originais que foram apresentados no Brasil, Ultraman Tiga. (Posteriormente veio Ryukendo). Fora isso, ainda se focando em comics, seriados, desenhos e filmes. Todos voltados ao público jovem.

Herói.com.br

Um dos últimos formatos, a Heroi.com.br. Chegou com uma das últimas versões da revista, apresentando animes dos canais a cabo, e principalmente a expansão da invasão de animes graças à banda larga. O site também foi criado.

A volta da Herói

Em 2006 a Herói retorna. Último formato. Dessa vez publicada pela Editora Futuro Comunicação. Ela já tentava publicar matérias dos animes da Cartoon e da Animax.

Concorrência e Conclusão

Mas com a concorrência aparecendo, o mercado de revista de animes saturou e nunca mais a Herói foi a mesma. Agora, graças especialmente à internet, essas revistas perderam a força, pois informações são obtidas a todo instante. Os mais jovens, que nunca conheceram a Herói e seu período de glória talvez não entendam a importância dessa revista para os otakus brasileiros. Mas para os mais velhos, essa revista é muito especial, já que todos se lembram com carinho da revista, leitura obrigatória de todo otaku da época.

Por isso posso dizer que foi uma das melhores coisas da minha infância. Comprar, folhear, e ler sobre meu anime favorito da época. Saudades de um tempo que não voltam mais. Saudades de você Revista Herói.

Fonte: http://www.voceselembra.com/2008/12/revista-hei.html


Para os Saudosistas e colecionadores essas revistas ainda podem ser encontrados nos cebos da vida e aqui no Rio de Janeiro. Na feira da Praça XV nos sábados de manhã até as 15 horas!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Os Trapalhões


Isto aqui é uma merda!". Essas palavras, gritadas por Ely Barbosa diante do editor do gibi Os Trapalhões, em 1979, foram fundamentais para que a publicação deixasse de ser apenas um título fadado ao cancelamento e ao limbo na memória dos leitores e se tornasse uma das melhores revistas em quadrinhos já produzidas no Brasil.

A versão HQ do quarteto de humoristas surgira na esteira do sucesso de seu programa, exibido desde o ano anterior na TV Globo, depois de passagens pelas emissoras Record e Tupi. Também se esperava um prazo de validade para a publicação, da mesma forma que, antes e depois, outras personalidades da televisão brasileira viram acontecer rapidamente com os gibis que protagonizaram.

Essa previsão teria se confirmado se Ely Barbosa não tivesse atirado um exemplar da revista na mesa do editor da Bloch e dito a ele, curta e diretamente, o que pensava sobre o conteúdo da publicação.

Os TrapalhõesO estúdio do desenhista assumiria a criação das histórias de Os Trapalhões, que três anos antes, em 1976, havia estreado nas bancas. O problema era que a direção editorial não agradava ao artista.

A liberdade criativa acabava tolhida pelo estilo de fidelidade rígida ao humor apresentado no programa de TV, que impunha aos argumentistas e desenhistas os esquetes longos e outros elementos que funcionavam melhor na tela pequena, bem como um visual quase realista (ou menos caricato do que deveria ser) dos personagens. Para se ter uma ideia, no início as capas não traziam ilustrações e se valiam de fotos posadas com Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.

No primeiro ano, a revista chegou a dividir mensalmente suas páginas com histórias do Gato Félix, de Buck Zé e da dupla de bichanos Leco e Beto, um claro exemplo de como o gibi não se sustentava apenas com aventuras dos personagens-título.

Os TrapalhõesA reação agressiva de Ely Barbosa foi um divisor de águas. A partir daquele momento, a revista tomou um rumo diferente e, como se fosse o fruto de um desvio de linha temporal que a salvou de um destino antes imutável, ganhou novo visual, conceito ousado - condizente com o amplo leque de possibilidades imaginativas de uma HQ - e ecletismo de estilos de desenho e humor. Tudo isso capitaneado pelo estúdio que ganhou plenos poderes para tocar a publicação à sua imagem e semelhança artística.

O resultado foi um gibi à parte do universo da televisão, seguindo um caminho próprio que não dependia da imagem do programa (apesar de usar quadros como aTrapasuat, paródia do seriado S.W.A.T., grande sucesso dos anos 1970) e conquistou os públicos jovem e adulto.

E assim, por uma década, permaneceu incólume diante de fatos significativos que aconteceram com o grupo humorístico nesse período, como a oscilação de índices de audiência do programa televisivo e a separação e reconciliação dos Trapalhões.

Liberdade criativa

Escracho. Surrealismo. Metalinguagem. E, por cima de tudo, uma boa dose de politicamente incorreto.

Os TrapalhõesHistórias sobre mulheres, bebidas, malandragem, machismo e violência (no estilo caricatural dos cartuns, vale frisar); piadas de teor sexual; brincadeiras com homossexuais e outros temas apimentados que hoje seriam tratados com excessiva delicadeza foram marcas registradas da revista dos Trapalhões na Bloch.

A regra era deixar o humor correr solto, fosse de qualquer gênero, desde que não beirasse o limite do mau gosto, pois o gibi também era lido por crianças. Além disso, os humoristas ficavam de olho no que era feito com sua imagem nos quadrinhos, muitas vezes emitindo sugestões (à guisa de determinações) sobre o visual e características da personalidade de suas respectivas versões cartunescas.

Mas isso não impedia que a Censura - aquela com "C" maiúsculo, que imperava nos tempos da ditadura militar no Brasil - aprontasse com as HQs que estavam prestes a ser publicadas em Os Trapalhões.

Os TrapalhõesO cartunista Bira, que trabalhou na revista entre 1980 e 1982 e no expediente assinava como Ubiratan Dantas, conta que fez o argumento e os desenhos de uma história - roteirizada por Orlando Costa - em que os super-heróis resolveram entrar em greve e exigiam, dentre outros benefícios, férias remuneradas e FGTS. À frente deles estava o Homem-Lula, referência nem um pouco sutil a Luís Inácio Lula da Silva, então líder sindical que provocava dores de cabeça nos militares.

A HQ foi alterada por ordem da editora.

"As ideias nonsense surgiam mesmo dos roteiristas. Sérgio Valezin, Genival Souza e Orlando Costa tinham uma imaginação muito fértil e se divertiam criando as situações mais inusitadas, como personagens soltos no vazio das páginas. O próprio Ely tinha histórias completamente doidas", lembra Bira.

Um bom exemplo dessa loucura criativa é uma piada rápida de página única, na qual Didi está parado ao lado de um ponto de ônibus e, repentinamente, surgem dois olhos com pernas e braços, que formam uma fila atrás dele. Diante da expressão curiosa de alguém que passa por ali e vê a estranha cena, vem a explicação infame do trapalhão: "Isso é um ponto de vista".

Os TrapalhõesTiradas

Os famosos super-heróis dos quadrinhos eram alguns dos principais motes para piadas. Super-Ômi, Super-Veio, Nega Maravilha (e seu grotesco poder de usar o odor das axilas para derrotar os vilões), Frangasma, He-Gay, Batimão e Robinho - este último, comumente afeminado - e muito mais supertipos foram alvos de diversas sátiras.

Outras criações dos gibis compareceram às páginas de Os Trapalhões, como Asterix, que virou Didirix, o "cearês" inimigo do império de Brizolanus - paródia de Leonel Brizola, ex-governador do Rio de Janeiro.

Sobrava também para as atrações da televisão. Uma delas foi a minissérie policial Bandidos da Falange, produzida e exibida pela TV Globo em 1983, transformada em Bandidos da Solange no gibi. E ainda havia espaço para alfinetar programas de auditório badalados como oCassino do Chacrinha.

Os TrapalhõesPersonalidades como Michael Jackson, Silvio Santos, Xuxa e diversas outras não escaparam da verve satírica da revista e foram responsáveis por momentos clássicos da publicação, iconoclasta por natureza.

E se política, religião e futebol não devem ser discutidos, os quadrinhos dos Trapalhões não conheciam essa máxima. Por suas páginas desfilaram tiradas contra governadores de estado e presidentes da República, passando pelo sumo pontífice da Igreja Católica, papa João Paulo II, e não esquecendo de cutucar qualquer clube de futebol que calhava de estar mal das pernas no campeonato ou era rival do time de algum roteirista.

Na prancheta

Toda essa diversidade não se limitava aos roteiros. O estilo de cada desenhista era respeitado e permitia ao gibi uma fuga da padronização gráfica de quadrinhos como os da Turma da Mônica e da Luluzinha, sucessos contemporâneos de Os Trapalhões.

Os Trapalhõesmodel sheet criado pelo chileno Carlo Cárcamo, da primeira equipe de artistas da revista, era apenas um norte. "A gente seguia esse modelo com uma certa liberdade", afirma Bira.

Graças a isso, era possível ao leitor ter o seu desenhista predileto. Pelo gibi passaram nomes fortes no cenário das HQs nacionais, como Watson Portela e o ex-quadrinhista Disney Fernando Bonini.

Mas era o traço inconfundível de Eduardo Vetillo o que mais chamava a atenção. Isso explica a prolífica produção do artista no tempo em que esteve na revista.

O dinamismo e o exagero visual dos desenhos de Vetillo garantiam a comicidade das histórias ao simples passar de olhos do leitor.

Era também o artista que mais ousava na diagramação das páginas, invariavelmente lançando mão do artifício das cenas "sangradas", em que os personagens ou o cenário não obedecem aos limites dos quadros.

Por um breve período dos anos 1980, o desenhista fez um trabalho paralelo em outro gibi da BlochSpectreman, adaptação do seriado japonês homônimo exibido no Brasil.

Os TrapalhõesNa década de 1990, Vetillo desenhou algumas HQsDisney para a Editora Abril, na qual precisou adaptar sua arte frenética ao estilo gráfico mais comedido dos personagens da turma de Patópolis.

Nas bancas

Foram 83 edições de Os Trapalhões publicadas até 1986. Durante esse tempo, outros títulos dos personagens foram lançados e formaram uma família com almanaques, superalmanaques e o spin-off Aventuras do Didi, título mensal que apresentava somente histórias do trapalhão mais destacado da trupe.

Um álbum com 210 figurinhas autocolantes, lançado pela Bloch em 1982, também fez parte dessa fase de multiplicação de títulos.

Em 1987, a revista aposentou o formatinho, cresceu para o formato americano e virouSuper Trapalhões, que em cada edição trazia histórias sobre um único tema, a maioria envolvendo super-heróis. No rol dos clássicos está a edição de estreia, com uma impagável sátira a Guerra nas Estrelas (Star Wars).

Os TrapalhõesNa mesma época, a revista Aventuras do Diditambém mudou de conceito e formato, alterando o nome para Didi: Passatempos e Quadrinhos.

Ambos os gibis foram descontinuados no final daquele ano, depois de nove edições de cada título.

Quando perguntado sobre os motivos que levaram ao fim as HQs dos Trapalhões na editora Bloch, Ely Barbosa não soube (ou preferia não) responder com certeza. Mas especulava que os quatro humoristas tinham planos financeiramente mais rentáveis e, por essa razão, não renovaram o licenciamento.

"Na época, alegaram que as vendas estavam caindo. Mas acho que foi problema de contrato entre o Renato Aragão (o Didi) e a editora", faz coro o veterano Bira.

Se há alguma dúvida sobre isso, basta lembrar que em janeiro de 1988, cerca de três meses depois de suas derradeiras edições na BlochOs Trapalhões aportou na Editora Abril em uma versão diferente: dessa vez, Didi, Dedé, Mussum e Zacarias eram crianças e suas aventuras passaram a ser produzidas por um novo estúdio, o do quadrinhista César Sandoval, criador da Turma do Arrepio.

Os TrapalhõesPublicados por uma editora de maior porte e com revisão de posicionamento de mercado, os personagens, agora voltados exclusivamente para o público infantil, alcançaram sucesso na área de licenciamento e estamparam as embalagens dos mais variados produtos de diversos segmentos do varejo, condição nunca imaginada por sua encarnação anterior, que não gozava desse apelo.

Os pequenos trapalhões sobreviveram na Abril até 1994. Dois anos depois, a Bloch ensaiou a volta dos personagens adultos em As Aventuras do Didi, que não trazia as versões de Mussum e Zacarias - os humoristas haviam falecido no início daquela década.

Sem o mesmo estilo gráfico e conceitual da fase áurea que consagrou o gibi dos Trapalhões, a tentativa de revivê-la durou apenas três edições.

Um melancólico final que não abalou a rica história dos Trapalhões na editora.



domingo, 17 de abril de 2011

MAD


Mad é uma revista de humor norte-americana fundada pelo empresário William Gaines e pelo editor Harvey Kurtzman em 1952. Trazendo sátiras de todos os aspectos da cultura popular americana, a publicação mensal é o último título sobrevivente da aclamada linha de revistas da EC Comics.

A revista Mad chegou a ser proibida pelo governo e investigada pelo FBI, mais de uma vez, por incitar a delinqüência juvenil. Professores recolhiam cópias vistas com alunos.

Ao menos na premissa do humor, Mad foi uma espécie de pré-Hustler: nela, nada era sagrado ou tabu. O motto de Gaines era “Não leve nada a sério demais”. Apolítico e ateísta, fazia questão de bater forte em política e religião. (Um exemplo: na paródia de Ghostbusters II, um padre se aproxima de Bill Murray e diz: “No clero, somos contra as pessoas acreditarem em nonsense fantástico ou superstições sobrenaturais”, ao que Murray replica: “Claro. Vocês querem que as pessoas acreditem em coisas quotidianas como a Arca de Noé e serpentes falantes com maçãs!”)

Mad ganhou versões – e imitações – em 19 países. No Brasil, começou a ser publicada no início dos anos 70, pela editora Vecchi. Desde já com Otacílio D’Assunção (1974-Outubro de 2008), o Ota, no editorial, a Mad atingiu seu apogeu no final daquela década, quando começou a produzir material nacional e mesclá-lo às traduções e adaptações.

Nos anos 80, na seqüência da falência da Vecchi, a revista deixou de ser publicada por vários meses até ser assumida pela Record em meados de 1984, também sob o comando do Ota. E durante toda a década de 90, a MAD continuou sendo publicada pela Editora Record, que assumiu o comando até ao ano 2000. Então sucedeu-se a mesma coisa que há anos atrás: devido às baixas vendas a revista parou de ser publicada. Mas poucos meses depois a revista foi editada pela Mythos. A editora publicou a revista durante 6 anos, tendo o último número sido publicado no final de 2006. Actualmente, e após um período de mais de um ano, - maior período de tempo que a revista deixou de ser publicada no Brasil - a MAD voltou pelas mãos da editora Panini, editada em seus primeiros números pelo Ota e por Raphael Fernandes e, posteriormente, apenas por Raphael (Novembro de 2008-presente).

A Mad teve três nomes no Brasil:

MAD em Português quando era publicado pela Editora Vecchi
MAD in Brazil quando era publicado pela Editora Record
Novo MAD quando era publicado pela Editora Mythos

quarta-feira, 13 de abril de 2011

VideoGame

Estamos em 1990, e os gamemaníacos brasileiros começam a descobrir os vídeo games de 8 bits, representados por duas grandes empresas japonesas: Sega e Nintendo. A Sega foi representada no Brasil pela Tec Toy, que lançou o Master System com uma maciça campanha publicitária. Já a Nintendo não tinha representante oficial, mas sua tecnologia foi apresentada aos brasileiros por empresas que lançaram consoles compatíveis com o NES, como a Dynacom (Dynavision), Gradiente (Phantom System), Dismac (Bit System), CCE (Top Game), Milmar (Hi-Top Game), e
ntre outras.

Nesta época, havia apenas uma publicação voltada para este segmento: a revista A Semana em Ação, que contava com um suplemento de games (que mais tarde se tornaria a Ação Games). Como o mercado era promissor, a editora Sigla, também resolveu lançar um suplemento de games em sua já conhecida revista Video News. O suplemento chegou às bancas em dezembro de 1990 com o nome Video News Game (que mais tarde, se tornaria a VideoGame).

Não foi fácil fazer a primeira edição da revista. Como não existiam muitas publicações do ramo, seu target era desconhecido. Apesar do risco, editores, colaboradores e repórteres reuniram quatro consoles (NES, Master, Mega e Atari) e começaram a jogar. Só que a equipe ainda era pequena e era difícil conseguir boas dicas (tempos sem internet). Pelo menos com os jogos Sega, era só apelar pra Hot Line Tec Toy, que desde o lançamento do Master dava dicas quentes por telefone.

Mas a revista precisava de feras em games Nintendo. Em uma locadora em São Pa
ulo, Mario Fittipaldi, da equipe de Video News Game, colhia dicas com o pessoal de balcão. Foi quando ele conheceu Toni Ricardo Cavalheiro, que se intrometeu na conversa para corrigir uma dica. Fittipaldi viu potencial no garoto e o convidou para trabalhar na revista. Toni se superou, revelando seu potencial de terminar jogos complexos em poucas horas. Com todo a material reunido era hora de ir para as bancas.

O Lançamento

A revista chegou às bancas e esgotou rapidamente. A aceitação foi unânime. Para atender à todos os gamemaníacos, a revista foi relançada em março de 1991, devido à demanda de interessados. E a Vídeo Game voltou às bancas em fevereiro de 91, com sua segunda edição. E à partir da número 3, passou a ter periodicidade mensal, libertando-se da Vídeo News.
A VídeoGame era famosa por separar os consoles em páginas coloridas e organizar as fotos de modo que parececem uma estória em quadrinhos. Ela também foi a primeira a montar mapas de jogos, o que possibilitou a primeira edição totalmente mapeada, com o jogo Alex Kidd in Miracle World, do Master System. Logo após, outra edição mapeada, com o jogo Super Mario Bros. 3, para NES. Esta última revista levou o selo da Nintendo, sendo reconhecida como produto ofical “Seal of Quality”.

Ela também cobriu eventos importantes, como o Primeiro Videogame Shopping Festival, em São Paulo, onde Toni foi vencedor do campeonato. A pedido dos leitores, foram criadas as seções de cartas, de dicas dos leitores e de classificados. Juntamente com a evolução dos games, novos consoles passaram a integrar as páginas da revista, como PC Engine, Game Boy, Game Gear e o fenômeno Super Famicom (SNES americano), a sensação do ano de 1991.
Claro, grandes jogos como Bart VS Space Mutants, Sonic, Ninja Gaiden, Fantasia e F-Zero tiveram destaque especial. Ao final do primeiro ano da revista, a equipe já estava formada: Roberto Araújo (redator chefe), Mario Fittipaldi (editor), Toni Ricardo Cavalheiro (supervisor de jogos), Noberto Marques e Daumer de Giuli (fotógrafos), Thiago Lopes Mello, Léo Varella e Luiz Carlos Mazzaferro Jr (pilotos), Sílvia Szarf, Jô Elias e Alexandre Barros da Silva (repórteres), fora toda a equipe técnica (que envolve arte, produção, marketing, etc).

Pena ela não ter chegado a detonar um Final Fantasy 7 ou um Resident 2, mais entrou pra história dos games brasileiros como principal veículo de informação de uma era sem internet. ONDE ELES ESTÃO? Após a dissolução da revista, cada um foi para um canto. Sabe-se que dois deles continuam no ramo. Roberto Araújo, até onde eu sei, foi redator chefe da revista Dicas e Truques para PlayStation, da editora Europa, que chegou às bancas em 1999. Toni Ricardo Cavalheiro passou a integrar a equipe da revista CD ROM Expert, da mesma editora.

E pôde reviver sua época de ouro como piloto de games, quando foi convidado pela Dicas & Truques para testar o PlayStation 2, em 2000. Um convite mais do que justo, para quem passou a década de 90 bitolando controles de diversos outros consoles.


Conheci essa revista quando um dia minha mãe perguntou qual revista eu queria na banca.. olhei a capa do mario e achei legal.. era a edição nº1... Nunca mais fui o mesmo.... uhuahauha

domingo, 10 de abril de 2011

Revista Manchete


Rio de Janeiro, 1952, este é o ano em que a “Revista Manchete” é lançada oficialmente no mercado nacional. A publicação em si, do empresário Adolpho Bloch, marcava um verdadeiro divisor de águas na história recente da imprensa brasileira. Para que o leitor tenha uma ideia, já em seus primeiros anos de vida, a Manchete já despontava como uma revista inovadora. A título de exemplo, em seu quadro de funcionários, o escritor Rubem Braga era figura forte, apresentando a cada semana, sua visão sobre os mais diferentes assuntos, focando sua análise essencialmente nas mazelas sociais.

Evolução

Já no ano de 1956, um moderno maquinário é adquirido pelo empresário, viabilizando dessa forma, uma maior agilidade na diagramação final da revista.

Propagandas

Os anúncios feitos na publicação, pelo menos em sua fase inicial, eram extensos, ocupando na maioria das vezes, uma página inteira e com cores, ao contrário das reportagens, que eram publicadas no modo preto e branco.

Hidratante Skin Dew: " a umidade mantém a pele jovem... SKIN DEW mantém a pele úmida"

Concorrência

Em sua década inicial, a revista já apostava naquela que seria uma de suas principais características, ou seja, a cobertura carnavalesca do Estado do Rio de Janeiro. Por sua vez, tal escolha surgia em um momento bastante especial, quando a concorrência entre a revista e “O Cruzeiro”, do também empresário Assis Chateaubriand, se tornara cada vez maior.

manchete

Anos 60

Com o passar dos anos, o número de leitores crescia de maneira gradativa. Em uma das edições de maior sucesso, Manchete trazia como matéria de capa, a chegada do primeiro ser humano à lua. A reportagem destacava os prós e os contras de tal expedição, e o que isso implicaria na geopolítica do período. Com o avanço da década, o semanário ganharia novos atrativos, com uma nova roupagem, aderindo aos padrões das publicações internacionais. Diante disso, o tom preto e branco das matérias fora sendo substituído por algo mais sofisticado. Por sua vez, até dos avanços conquistados por Bloch, a Editora Abril, se vê obrigada a correr atrás do prejuízo, e lançaria não apenas uma, mais duas revistas pelo disputa de público, são elas: “Realidade”, de 1966, focada no jornalismo investigativo, além de “Veja”, de 1969, como o grande trunfo da empresa no período.

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Contexto histórico

Já no final dos anos 60, a Manchete passaria a apostar em textos de maior complexidade, apresentando aos leitores, um apanhado detalhado sobre importantes personagens como Sigmund Freud, considerado o pai da psicanálise. Todavia, a década seguinte começaria de um modo bastante controverso. Por um lado, havia todo um sentimento de felicidade pela conquista do tricampeonato de futebol no México pelo Brasil, já por outro, o regime ditatorial mostraria a sua verdadeira face, efetivando as perseguições contra os mais diferentes profissionais. Um exemplo disso, e que merece destaque, foi a prisão do jornalista Vladimir Herzog, até então diretor de jornalismo da TV Cultura. Herzog fora preso, torturado e morto nas dependências do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações), Além de problemas relacionados à censura, o empresário Adolpho Bloch, ainda enfrentaria mais um concorrente no mercado brasileiro. Em 1977, a Editora Três lança “Isto é”, formando ao lado da “Veja”, a principal dupla de concorrentes da “Revista Manchete”.

Anos 80

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A menina dos olhos do Grupo Bloch passaria a contar com uma importante aliada nos anos 80, com o surgimento da Rede Manchete de Televisão em 1983. A rede, através de diversas chamadas em sua grade de programação, anunciava a seus telespectadores, os principais destaques do semanário, sempre com belas imagens e trilha impactante. Apesar da divulgação na TV e rádio, a revista sucumbiria na década seguinte, enfrentando uma grave crise que levaria a seu fechamento. Por fim, resta a saudade de uma das mais queridas publicações brasileiras, que sem dúvida alguma, deixou um legado de bom jornalismo prestado a todos os cidadãos brasileiros.